há 1 ano

Rastreabilidade de alimentos: transparência em todas as etapas da cadeia de produção alimentar

Rastreabilidade de alimentos: transparência em todas as etapas da cadeia de produção alimentar

A rastreabilidade de alimentos é o conjunto de procedimentos que permite detectar a origem e acompanhar a movimentação de um produto ao longo da cadeia produtiva, em todas as etapas de produção, mediante elementos informativos e documentais registrados. A definição é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conforme engenheiro agrônomo Gaspar Antonio Scheid, associado da Unitec e instrutor do Senar-RS, esta importante ferramenta com responsabilidade por toda a cadeia agroalimentar visa garantir a segurança alimentar e proteger a saúde do consumidor.

“É preciso compreender que a cadeia produtiva é responsável pela segurança dos alimentos, desde a produção dos insumos para que se produza a matéria-prima, como fruta, leite ou carne. No contexto de uma agroindústria, a matéria-prima é basicamente é produzida pela agropecuária, e envolve a cadeia agrícola, desde insumos e o transporte até chegar à sua plataforma. A rastreabilidade envolve a importância de que se possa, como consumidor e produtor, estabelecer toda a cadeia, desde a obtenção dos insumos à produção dos alimentos”, explica.

Segundo ele, o movimento dos alimentos tem que ser acompanhado, bem como a possibilidade de verificar todos os procedimentos para que ele seja obtido. “Esse é o resumo da rastreabilidade. Como exemplo, posso citar a produção de queijo: temos produto final um lote de queijo colonial na prateleira do supermercado. Este lote tem toda uma história da origem e acompanha tudo que foi feito, como procedimento e forma em que foi obtido. Mas e como se chega nesta informação? O produtor de leite vai ter toda a identificação da matéria-prima que utilizou para a produção deste leite, desde raça da vaca, lote de ração que o animal consumiu, vacinas e medicamentos aplicados, do transporte e como chegou até à plataforma da agroindústria.”

O profissional segue, afirmando que na agroindústria o produto passa a ter uma origem que vai remeter a todas as informações anteriores, além de dados como a temperatura que foi pasteurizado, operações realizadas e destino do lote. “Todas estas informações estarão contidas no lote de queijo que vai ao supermercado.”

A importância disso, conforme Scheid, é que toda a qualidade pode ser monitorada pela fiscalização e, se houver interesse, até pelo consumidor, e isso dá uma segurança maior aos consumidores quanto à qualidade do alimento que ingerem.

Rastreabilidade de alimentos é um importante requisito legal
Inclusive, a rastreabilidade de alimentos é lei. A Instrução Normativa Conjunta ANVISA-MAPA nº 02 de 7/2/2018 (INC 02/2018) estabelece a obrigatoriedade de informações padronizadas em frutas, legumes e vegetais para permitir que o consumidor identifique a origem do produto com base em nome, variedade, quantidade, lote, data de produção e reconhecimento do fornecedor. As indicações podem ser feitas com etiquetas, códigos de barra, QR codes ou o que for mais conveniente para quem produz e distribui esses alimentos.

Há, também, outras legislações que regem a produção de alimentos, como a Portaria MS nº 1.428, de 26 de novembro de 1993, que determina que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos adotem, sob responsabilidade técnica, as suas próprias Boas Práticas de Produção e/ou Prestação de Serviços, seus Programas de Qualidade, e atendam aos PIQ's para Produtos e Serviços na Área de Alimentos.

Dela, de acordo com Scheid, derivaram outras portarias e Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC). A Portaria SVS/MS n° 326/97 estabelece os requisitos gerais das condições de higiene sob o ponto de vista sanitário e de Boas Práticas de Fabricação para produtores e indústrias de alimentos. Já a Portaria MAPA n.º 368/1997 fala sobre padrões e processos de elaboração de produtos de origem animal.

E a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 216/04, que diz que a água utilizada para o preparo de alimentos, proveniente de sistema de abastecimento público ou de fonte alternativa, deve ser potável e deve seguir os procedimentos relativos ao controle da qualidade da água para o consumo humano, com padrão de potabilidade, estabelecidos pela legislação vigente.

Senar-RS oferece capacitação de Boas Práticas na Fabricação de Alimentos
A rastreabilidade é um dos princípios das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Neste sentido, o Senar-RS oferece o curso Boas Práticas na Fabricação de Alimentos (BPF).

Conforme Scheid, que ministra esta capacitação, nela são transmitidos ensinamentos sobre instalações necessárias para a manipulação e fabricação de alimentos nos estabelecimentos e agroindústrias produtoras de alimentos; equipamentos e utensílios; qualidade e elaboração dos fluxos sanitários da agroindústria, ou seja, o caminho dos alimentos dentro dos estabelecimentos manipuladores de alimentos.

Também aborda sobre higiene das instalações e equipamentos, estabelecendo os protocolos de higiene; principais agentes de higiene, limpeza e sanificação, visando a eliminação de microrganismos e patógenos que podem oferecer perigos aos alimentos; higiene de manipuladores; controle de pagas e vetores; potabilidade e cloração da água; transporte e armazenagem dos alimentos; e embalagem.

“Entendo que um dos principais pilares do conteúdo deste curso é a microbiologia dos alimentos: dentro dela elaboramos fluxogramas do preparo dos alimentos e estabelecemos pontos em que o alimento pode estar sendo oferecido de forma não segura”, finaliza o instrutor.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 1 ano

Gestão rural possibilita tomada de decisões mais assertivas, visando a viabilidade econômica e a permanência digna do agricultor no campo

Gestão rural possibilita tomada de decisões mais assertivas, visando a viabilidade econômica e a permanência digna do agricultor no campo

A questão da gestão rural nas propriedades rurais nunca teve tanta importância como na atualidade. Com custos de produção cada vez mais altos, estreita-se a margem de lucro. Cada tomada de decisão tem importância e pode levar a propriedade ao fracasso, mas também é capaz de alavancar a sua capacidade econômica com a produção.

A declaração é da associada da Unitec Simone Tatsch Rowedder, residente em Santa Cruz do Sul. Ela, que é Engenheira Agrícola, Engenheira de Segurança do Trabalho, Especialista em Agronegócios e instrutora do Senar-RS, destaca que existe hoje uma deficiência enorme na gestão das propriedades, principalmente nas pequenas e médias, as quais totalizam 70% de produtores do Brasil. 

“Quando se fala em gestão para os produtores rurais, imaginam que é algo complexo e de difícil acompanhamento, mas, na verdade, podemos fazer o básico bem feito e ter ótimos resultados baseados em números da propriedade. Com um acompanhamento nos números das produções pode-se tomar decisões mais assertivas, visando a viabilidade econômica e a permanência digna do agricultor no campo”, afirma Simone, que também é produtora rural.

Habilitada a realizar cursos na área de gestão rural, Simone explica sobre cada uma das capacitações do Senar-RS que ministra, todas gratuitas ao participante.

O curso Gestão Rural - Básico apresenta características do setor rural, cadeias produtivas, fatores de produção, políticas agrícolas, meio ambiente, segurança do trabalho, sucessão familiar e custos de produção.  

Já o curso Gestão Rural - I transmite conhecimentos sobre custo de produção, gestão de pessoas, meio ambiente, organização e controles.

A profissional também está habilitada para ministrar o curso Aplicação Correta e Segura de Defensivos Agrícolas - NR-31, que trata da interpretação de bulas de defensivos agrícolas, identificação de riscos, uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), condições climáticas e pontas de bicos para aplicação, primeiros socorros e procedimentos em caso de intoxicação, regulagem e calibração de pulverizador.

Além disso, Simone ministra programas do Senar-RS. Um deles é o Programa Mulheres em Campo, que tem cinco módulos, com encontros semanais em que são abordados assuntos como agronegócio brasileiro, diagnóstico da propriedade, empreendedorismo, indicadores econômicos, viabilidade econômica, negociação, valores pessoais, ética, motivação, conflitos e planejamento pessoal.

E o Programa Negócio Certo Rural, que conta com cinco encontros semanais em sala de aula, uma consultoria em sala de aula e uma consultoria na propriedade. Nele, os assuntos abordados são diagnóstico da propriedade, identificação, descrição e viabilidade do negócio, organização, administração e relacionamento do negócio com o mercado.

Segundo Simone, com os cursos e programas que abordam a questão da gestão na propriedade rural é possível desmistificar a complexidade do assunto, trazendo o conteúdo de forma leve e de fácil entendimento.

“Com ferramentas simples e aplicáveis às rotinas da produção rural conseguimos fazer um diagnóstico da propriedade e levantar os fatores produtivos viáveis e não viáveis. Desta forma, o produtor consegue fazer a tomada de decisão com base em números de sua propriedade”, finaliza.

Interessados em participar dos cursos devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou região.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 1 ano

Cooperativa Santa Clara mantém convênio com a Unitec há mais de 20 anos

Cooperativa Santa Clara mantém convênio com a Unitec há mais de 20 anos

Uma parceria sólida e próspera. Assim pode-se definir o convênio que a Unitec tem com a Cooperativa Santa Clara há mais de 20 anos. Atualmente, são 24 associados - 13 médicos veterinários e 11 inseminadores - prestando serviços de atendimento veterinário e inseminação artificial à cooperativa de Carlos Barbosa.

Para celebrar esta importante parceria de trabalho, dirigentes da Unitec estiveram na sede da Cooperativa Santa Clara, em Carlos Barbosa, no último dia 26. O presidente, Fábio José Turra; o primeiro secretário, José Álvaro Pacheco; o segundo secretário, Luiz Marcos Thomas; e a integrante do Conselho de Administração, Izabel Cristina Dalemolle, reuniram-se com o presidente da Santa Clara, Gelsi Belmiro Thums; com o gerente do Departamento de Política Leiteira da cooperativa, Felipe Soares de Souza; com a assistente administrativa Andreia Guerra Rodrigues e com alguns associados da Unitec.

Segundo Turra, a tradicional visita teve como objetivo fortalecer o relacionamento com os associados e com a Cooperativa Santa Clara, celebrando o importante convênio de prestação de serviços entre as duas cooperativas.

Conforme Andreia, os prestadores de serviço associados da Unitec atendem, em mais de cem municípios, em torno de 2.400 produtores. Felipe destaca o trabalho entre duas cooperativas, em que os princípios do cooperativismo permeiam as duas instituições.

“Isso faz uma grande diferença quando o associado da Unitec vai atender o nosso associado, pois o cuidado com o produtor e o profissionalismo com que prestam o trabalho são fundamentais. Temos segurança quando trabalhamos com associados da Unitec porque eles vêm com capacitação técnica e com a responsabilidade do serviço”, destaca Felipe.

Ele acrescenta que a parceria com a Unitec é duradoura e traz segurança para sua continuidade. “A Unitec tem um trabalho transparente, com proximidade com o associado, e nós na Cooperativa Santa Clara também trabalhamos assim. Por isso, esta parceria só tende a crescer e perdurar.”

Associados atuam no melhoramento genético de bovinos de leite
O técnico em inseminação artificial Alexandre Althaus é um dos associados da Unitec que presta serviços à Cooperativa Santa Clara desde o início do convênio.

Ele, que reside em Carlos Barbosa e integra a Unitec há quase duas décadas, conta que sua área de atuação compreende os municípios de Carlos Barbosa, Garibaldi, Barão, Salvador do Sul, São Vendelino, Farroupilha, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira.

Jair Antônio Bervian, também inseminador artificial e associado da Unitec há 20 anos, reside em Tupandi e afirma que sempre prioriza condições para não deixar de atender os produtores, investindo em veículo reserva, equipamentos adequados e disponibilidade para atender no horário mais adequado, e sua área de atuação abrange atualmente 26 municípios das regiões do Vale do Caí, Vale dos Sinos e Serra.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Divulgação

 


há 1 ano

Queijo: símbolo de tradição e desenvolvimento

Queijo: símbolo de tradição e desenvolvimento

De diversos tipos, sabores e aromas, com diferentes texturas, os queijos podem ser feitos a partir do leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e outros mamíferos. Utilizando-se de diferentes teores de gordura, adição de aromatizantes, como ervas e outras especiarias, e de tempo de maturação do queijo, que transformam a aparência e garantem um sabor ainda mais especial, o queijo tem um dia para chamar de seu: no dia 20 de janeiro é celebrado o Dia Mundial do Queijo.

Produto milenar que conserva o leite, o queijo é consumido puro ou como ingrediente de pratos diversos, deixando qualquer refeição mais saborosa. A primeira menção sobre queijos foi feita pelos Sumérios há mais de 3 mil anos Antes de Cristo. Mas foram os romanos que os transformaram em delícias gastronômicas e ajudaram na sua difusão.

Conta a lenda que este alimento antigo teria sido obtido acidentalmente por um mercador árabe que, ao sair para cavalgar por uma região montanhosa, sobre o sol escaldante, levou uma bolsa cheia de leite de cabra para matar a sede. Depois de um dia inteiro de galopes, o árabe, com sede, pegou seu cantil e deparou-se com uma grande surpresa: o leite havia se separado em duas partes - um líquido fino e esbranquiçado, o soro, e uma porção sólida, o queijo.

A transformação se deu em razão do calor do sol, ao galope do cavalo e ao material do cantil, uma bolsa feita de estômago de carneiro que ainda continha o coalho, substância que coagula o leite.

Queijos muçarela, prato e requeijão são os favoritos dos consumidores, representando 70% do consumo no Brasil
Conforme informações da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), os queijos mais consumidos no país são o muçarela, prato e requeijão, minas frescal, minas padrão, parmesão (forma e ralado), queijo fundido fatiado (como o cheddar) e provolone. O favoritismo se concentra nos três primeiros: muçarela, prato e requeijão, que representam 70% do consumo no Brasil, segundo a ABIQ, e a região Sudeste se destaca com o maior nível de consumo (2,8 kg/hab/ano), seguida pela região Sul (2,6 kg/hab/ano).

Prevê-se que o consumo global per capita aumente 1,4% por ano até 2030, atingindo 6,5 kg por pessoa. Os países com o maior consumo de queijo per capita em 2021 foram a França (26,3 kg), a Islândia (25,9 kg) e a Finlândia (25,8 kg). 

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2021 foram produzidas mais de 22 milhões de toneladas de queijo em todo o mundo. A União Europeia foi o principal produtor mundial de queijo, com um volume de produção de cerca de 10 milhões de toneladas. O Brasil também tem lugar de destaque quando o assunto é produção de queijo, com uma produção anual que supera 1,5 milhão de toneladas.

Não existem dados exatos sobre o número de pessoas empregadas na produção de queijo a nível mundial, mas estima-se que o setor dos lacticínios no seu conjunto empregue mais de 240 milhões de pessoas, incluindo produtores, transformadores e comerciantes. A maioria destes empregos está concentrada nos países em desenvolvimento, onde o leite e os produtos lácteos são uma importante fonte de rendimento e de segurança alimentar para milhões de famílias rurais.

Senar-RS conta com curso de fabricação de queijos
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) conta com um curso de fabricação de queijos, gratuito, com duração de 32 horas. Conforme a associada da Unitec Izabel Cristina Dalemolle, que é instrutora do Senar-RS e está credenciada a ministrar esta capacitação desde 2017, o participante aprende, neste curso, sobre a composição do leite, os cuidados básicos para sua obtenção, os requisitos necessários com a higiene e as etapas para o processamento de queijos tipo minas frescal, minas padrão, prato, muçarela e ricota.

A produção de queijos artesanais tem crescido consideravelmente nos últimos anos, com pequenos produtores e queijarias artesanais ganhando destaque, o que tem desempenhado um papel significativo na economia e cultura tanto do Brasil quanto do mundo, com destaque para a preservação da tradição, a geração de empregos e renda, e qualidade e sabor únicos.

Izabel destaca que o queijo industrial é diferente do artesanal pelo fato de ser produzido em grande escala, utilizando milhares de litros de leite por ano para que possa ser fabricado. Por conta disso, o queijo industrial acaba perdendo um pouco do cuidado especial dado aos queijos artesanais.

“Observamos o crescimento da demanda por queijos finos ou especiais que por suas características, refere-se a algo de qualidade superior, de bom gosto ou requintado. São os queijos com fungos brancos ou azuis, com ou sem olhaduras, defumados ou temperados, frescos ou maturados, industriais ou artesanais. Estes queijos são uma oportunidade para produção nas agroindústrias que conseguem agregar valor, pois estamos acompanhando o aumento do consumo destes tipos de queijos com adição de especiarias e ervas finas, com recheio de geleias de frutas, doce de leite e embutidos ou até defumados”, conta a instrutora do Senar-RS.

Conforme ela, produzir queijo com qualidade envolve uma série de etapas e cuidados, desde a seleção dos ingredientes até o processo de maturação, tais como cuidados na ordenha, coagulação adequada, corte e mistura da coalhada, controle de temperatura, prensagem adequada, salga com precisão, ambiente de maturação, viragem regular, higiene e limpeza. “É importante estar aberto a experimentação e aperfeiçoamento, prestando atenção aos detalhes para o aprimoramento da qualidade do queijo produzido”, finaliza Izabel.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
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há 1 ano

Associada da Unitec palestra sobre os benefícios da nanotecnologia na proteção pós-ordenha

Associada da Unitec palestra sobre os benefícios da nanotecnologia na proteção pós-ordenha

Os benefícios da nanotecnologia na proteção pós-ordenha foi o tema de palestra proferida pela médica veterinária Rosecler Lang, associada da Unitec. O evento, realizado em Roque Gonzales no último dia 11, reuniu produtores de leite, técnicos e profissionais da área.

Rosecler explica que dentre os benefícios proporcionados pela nanotecnologia na proteção pós-ordenha estão o tratamento e prevenção de mastite (líquido para imersão pós ordenha); a aplicação do pós-dipping; não há carência, pois fica agindo no intervalo das ordenhas; o uso, de acordo com o prescrito, apresentou redução no número de células somáticas.

Nesta linha, a bionanotecnologia, que combina a biotecnologia e a nanotecnologia, e a síntese verde surgem da necessidade e importância ambiental, no fundamento da relação biotecnologia e nanotecnologia com a área ambiental.

No evento também foi realizado o lançamento do Cikav Pós-Dipping, que é um novo conceito de produto que combina nanopartículas de prata com o extrato natural da curcumina. “O Cikav Pós-Dipping atua na prevenção de mastite, possui ação antimicrobiana e antisséptico, a partir da bioprata com curcumina”, explica Rosecler.

Segundo ela, este produto foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) e é inovador, pois é o único do país a obter nanopartículas em grande escala e, principalmente, a partir da síntese verde.

“Todos os nanomateriais são obtidos a partir de extratos naturais, como a curcumina, com alto potencial antioxidante, antimicrobiano, anticancerígeno e anti-inflamatório. Possui propriedades desinfetantes para um amplo espectro de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e vírus, combatendo, inclusive, diversas bactérias resistentes”, acrescenta a profissional. 

Conforme a associada da Unitec, síntese verde ou síntese biogênica ou biológica se refere a agentes redutores são extratos vegetais; que também são responsáveis pelo revestimento da superfície das nanopartículas obtidas, aumentando sua estabilidade e evitando sua aglomeração.

“A síntese verde é uma opção econômica e ecologicamente viável, simples, de baixo custo, sustentável e pode ser realizada sob temperatura e pressão ambientes, sem uso de agentes estabilizantes externos. O resultado é um produto altamente eficiente, inovador, seguro, sem nenhum componente tóxico e com eficiência comprovada contra as principais bactérias, fungos e vírus”, finaliza Rosecler.

O evento ocorreu em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Roque Gonzales, prefeitura de Roque Gonzales e empresa BNTECLAB.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação